Parceria por Chácara pode sair em breve Pertencente ao Santos, Chácara Nicolau Moran deve ser Centro de Treinamento do São Bernardo Futebol Clube Concentração do Santos Futebol Clube na época de Pelé, a Chácara Nicolau Moran está sem utilização há cerca de 40 anos. Dono do terreno, o Santos, ao longo desse tempo, já estudou algumas maneiras para a reutilização do local. Porém nenhuma delas se concretizou. No último mês de agosto, no entanto, uma reunião, entre dois conselheiros, o diretor de Patrimônio, o presidente do clube, Marcelo Teixeira, e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), reabriu a chance de reutilização do terreno. A principio, a chácara seria utilizada para projetos sociais. Discutiu-se também a possibilidade da construção de um Museu do Santos no local. A prefeitura, porém, repassou o projeto para o São Bernardo Futebol Clube. Segundo Luiz Fernando Teixeira, presidente do clube do ABC, o Santos passará a Chácara Nicolau Moran para o clube, a título de comodato, pelo período de cinco anos. No acordo, está previsto que o São Bernardo apresente um projeto para a reforma dos alojamentos, da capela e da recuperação do campo, além de se responsabilizar pela manutenção da chácara. A reportagem entrou em contato o Santos Futebol Clube por duas vezes. Mas Douglas Choby, diretor de Patrimônio do clube, disse que vai se manifestar só após a assinatura do contrato pelo presidente Marcelo Teixeira, o que deverá ocorrer no mês de novembro. A medida de cautela adotada pelo Santos tem um motivo. Nas outras vezes em que foi noticiada a negociação, ela não se concretizou. Já a Prefeitura de São Bernardo apoiará o projeto, mas sem investir financeiramente. Luiz Marinho, torcedor do Santos, se interessou pela história do local e estuda a possibilidade de a chácara ser um ponto turístico da cidade. A intenção, porém, é buscar dinheiro na iniciativa privada para financiar a reforma. Não haverá utilização de dinheiro público para os custeios com reformas e manutenção. Outro Acordo O último projeto foi com a Estância Alto da Serra. Denominado de Caiçara-Caipira, previa formar micro empreendedores em atividades como cerâmica, oficina mecânica, esportes, música e teatro. O plano destinava-se a meninos carentes com idade entre 14 e 18 anos, que permaneceriam alojados em regime de semi-internato, recebendo também formação cultural, social e esportiva, além de apoio logístico para continuar cursando a escola convencional. O acordo, porém, não foi finalizado. De acordo com Eloi Carlone, proprietário da Estancia Alto da Serra, o motivo foi à falta de recursos para a viabilização do acerto. Não foi possível conseguir investidores e arrecadar fundos da Lei Rouanet. Ainda segundo Carlone, existe uma nova conversa em andamento com a prefeitura e com o Santos para a realização de um projeto social no local. Um dos motivos que costumam dificultar a realização de projetos na Chácara é a localização do terreno. Por estar situado na Rodovia Anchieta, perto do trecho de Serra, torna difícil o acesso. Além disso, o tempo frio e chuvoso é outro fator que pesa contra. Por ser um trecho de serra, é frequente ter neblina no local. * Texto para o Rudge Ramos Jornal - Postado por: Guilherme Rodrigues às 20h36 [ ] [ envie esta mensagem ]
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