Neste momento, Campeonato Brasileiro está dividido em quatro blocos
Regularidade. Eis a palavra chave para a realização de uma boa campanha em um campeonato de pontos corridos, ainda mais quando o nivelamento entre os adversários é evidente. Com uma ou outra exceção, é claro.
Restando apenas uma rodada para o final do primeiro turno, desconsiderando uma meia dúzia de partidas atrasadas, é notória a ambição de cada equipe na competição. Nos casos de Avaí e Barueri, as principais surpresas, certamente a permanência na primeira divisão é ainda a principal meta, porém os resultados acontecem e a situação vai se modificando... Uma vaga na Copa Sul-americana já deve ser o discurso entre atletas e comissão técnica... Mas, a continuar nessa caminhada, por que não ao menos uma classificação à Libertadores?
A menor pressão que elencos de times de menor expressão recebe é um aliado e tanto nessa procura por algo maior no cenário nacional. Duvidar de tais campanhas seria, no mínimo, arriscado.
Bloco 1 (Aqueles que lutarão pelo título): Internacional, Goiás, São Paulo, Atlético-MG e Palmeiras, não necessariamente nessa ordem de possibilidades.
Bloco 2 ( Equipes que podem sonhar com a Libertadores): Grêmio, Flamengo e Santos. Ainda neste bloco, porém com menores possibilidades: Barueri e Avaí.
Bloco 3 (Intermediário): Vitória, Cruzeiro e Botafogo.
O Cruzeiro está reformulando a sua equipe. Continuará forte, sim, mas está muito atrás na tabela. Para chegar ao G4, a tarefa é dificílima.
Bloco 4: ( Luta contra o rebaixamento): Sport, Fluminense, Coritiba, Náutico, Santo André e Atlético-PR.
E ainda tem a tal da janela de transferências, que pode, no final de agosto, criar novas alterações na tabela. O Palmeiras promete não vender seus jogadores até o final do ano. Metodologia diferente da de Cruzeiro e Corinthians, que estão desfazendo seus times.
No Cruzeiro, Perrella sempre deixou claro que precisa vender um ou dois atletas por ano para fechar a conta da temporada no positivo. Até agora, no entanto, o clube já vendeu três (Ramires, Gerson Magrão e Wagner) e, talvez, não pare por aí...
O Corinthians, por sinal, não se encaixou em nenhum dos quatro blocos, pois, segundo os seus torcedores, já passou de ano, está na Libertadores. A sua única tarefa até o final de 2009 é apenas a montagem de um novo esquadrão... Será que terá tempo e dinheiro necessários para chegar lá?
Fato é que o Corinthians não teve voz ativa nas negociações. A maioria dos direitos federativos de seus jogadores está dividida em várias fatias, entre empresários, grupos de investimentos... Clube de futebol não é banco, a conquista de títulos deve ser a principal ambição dos clubes. A realidade, porém, faz que com empresários dominem o futebol e mandem nos dirigentes, que se tornam apenas reféns de tais sujeitos.
Retornando...
É bom lembrar que, em 2008, por exemplo, foram necessários 65 pontos para chegar ao G4, o que equivale a um aproveitamento de cerca de 57% dos pontos disputados. Como algumas equipes ainda têm partidas atrasadas, destaco o aproveitamento do Goiás, atual vice-líder, com 18 partidas realizadas, que é de 59 %. Só para ter uma idéia, se o Cruzeiro, daqui até o término do campeonato, vencer todos os seus jogos em casa e empatar todos fora, terminará com um aproveitamento de 54 %, o que dificilmente assegurará uma classificação para a Libertadores. Por outro lado, ao mesmo Goiás, um aproveitamento de 50 % - vencendo todos os seus jogos em casa - e mais dois ou três empates fora, e ele tem grandes possibilidades de se manter no G4.
Ainda há muitas partidas pela frente, é certo, mas as definições estão ficando, sim, cada vez mais claras.
Para finalizar, será mesmo que o campeão São Paulo voltou? - Postado por: Guilherme Rodrigues às 00h28 [ ] [ envie esta mensagem ]
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