O show acabou?
por Willian Kury
Desde a estréia, Denílson sempre fora notado por seus dribles desconcertantes. A transferência do jogador ao Real Bétis foi, à época, a mais cara da história do futebol braisleiro. De lá pra cá, Denílson não obteve êxito considerável, com rápidas passagens pelos Estados Unidos e pela Gávea. No palmeiras ele reencontrou os holofotes, no entanto não vejo nem sequer uma sombra do Denílson de outrora. Dono de um jogo alegre, festivo, inspirador de Robinhos e Ronaldinhos, Denílson, de fato, nunca passou da promessa.
Iniciou sua carreira no São Paulo Futebol Clube, onde conquistou uma Copa Conmebol, um Campeonato Paulista e duas Copas dos Clubes Brasileiros Campeões Mundiais. Sua transferência ao Real Bétis, da Espanha, foi, até então, a transação mais cara da história do futebol braileiro. Mas o Denílson que encantava os torcedores tricolores com jogadas à Garrincha sucumbiu no continente Europeu. Virou sinônimo de firula. Na seleção, foi lembrado poucas vezes, sendo sua maior vitrine a Copa do Mundo de 2002, para a qual ele foi convocado pelo técnico Luís Felipe Scolari, hoje treinador do Chelsea. Afinal, todos se lembram da memorável caça turca ao Denílson.
No Bétis perdeu espaço, apareceu - ou deveria aparecer - no Flamengo, mas poucos se lembram de sua passagem por lá. Voltou à Espanha, de novo ao Real Bétis, de novo sem sucesso. Breve passagem pela terra do Tio Sam, no Dallas. Infrutífera. Lesionado, procurou tratamento no Centro de Recuperação Esportiva do Palmeiras. Seu destino atual.
Integrante dos comandados de Vanderlei Luxemburgo, a velha promessa ganhou nova chance para jogar futebol. Mas esse Denílson que vemos hoje, no gramado do Palestra Itália, nem de longe lembra o Denílson que encantou os brasileiros no gramado do Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi. Sua única e relevante carcterística, o drible, praticamente inexiste. E cá entre nós, sem o drible, Denílson é apenas um jogador comum, ou até mesmo abaixo da média dos jogadores comuns.
Na Europa, o experiente inexperiente não tem mais mercado. No Brasil, confina-se às suas entradas nos finais das partidas.
O drible acabou. Com 31 anos, Denílson parece viver seu final de carreira. Mas será mesmo que o show acabou?
- Postado por: Willian Kury às 09h12 [ ] [ envie esta mensagem ]
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