Quem faz o Realidade Esportiva

Willian Kury
Estudante de jornalismo. É torcedor do São Paulo Futebol Clube e apaixonado por esportes, principalmente por automobilismo e futebol. Na profissão, admira profissionais como Mauro Beting e Paulo Vinícius Coelho.

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São Paulo Tri-Campeão Mundial Interclubes de 2005


São Paulo Bi-Campeão Mundial Interclubes de 1993


São Paulo Campeão Mundial Interclubes de 1992


Santos Bi-Campeão Mundial Interclubes de 1963


Santos Campeão Mundial Interclubes de 1962


Grêmio Campeão da Série B


Grêmio Campeão Mundial Interclubes de 1983


Flamengo Campeão Mundial Interclubes de 1981


Internacional Campeão Mundial Interclubes de 2006


Corinthians Campeão Mundial Interclubes de 2000*




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Futebol 2010 e duelos entre Seleções Estaduais (RIO x SP)

Mercado europeu menos agitado, times repatriando jogadores e investindo cada vez mais... Os campeonatos regionais, alguns deles com início marcado já para o próximo final de semana, a “Copa do Brasil” e a “Taça Libertadores da América”, competições agendadas para o primeiro semestre, devem proporcionar muita emoção aos torcedores.

O Corinthians, no ano de seu centenário, está acertando um patrocínio de 50 milhões de reais por ano, algo impensável anos atrás. O futebol é olhado como um bom negócio por investidores. Melhor para os clubes que, com ações de Marketing criativas, aproveitam para arrecadar boas quantias financeiras e montar times fortes.

Criatividade e seriedade, assunto que abordarei mais abaixo, é o que falta aos responsáveis pela organização dos campeonatos.

É cedo ainda para prever um favorito para cada competição, até mesmo porque algumas das equipes ainda seguem se reforçando. Corinthians, São Paulo, Flamengo, Internacional e Cruzeiro, por sinal as cinco equipes brasileiras na “Libertadores”, possuem times mais equilibrados e despontam como os possíveis destaques de 2010.

Já Palmeiras, Fluminense, Atlético-MG, Vasco, Santos e Grêmio contam com alguns bons jogadores, mas carecem de um maior número de atletas com qualidade. Mas nem por isso deixarão de incomodar e lutar por títulos na temporada 2010.

Rio x SP

Até pouco tempo, o futebol do estado do Rio de Janeiro, comparado com o de São Paulo, era considerado muito inferior. Os títulos do Flamengo e do Vasco e o fortalecimento de Fluminense e Botafogo, após maus momentos em 2009, no entanto, deixaram agora o futebol carioca tão forte quanto o paulista.

Portanto, seria interessante poder acompanhar confrontos entre seleções regionais, algo que já aconteceu em décadas passadas, até para acirrar a rivalidade sadia entre os estados. O último torneio parecido foi o Rio- São Paulo, na década de 90, disputado entre os quatro grandes de cada estado.

Dizer que o calendário é algo que inviabiliza este tipo de partida é balela

Por exemplo, o Campeonato Paulista, ao invés de ter 20 equipes, o que é um exagero, poderia ter 12, talvez, proporcionando um maior tempo de pré-temporada aos clubes, que contam apenas com duas semanas para se preparar, e também, com a Federação Paulista, elaborar jogos alternativos, entre seleções estaduais, em parceria com outras Federações...

No entanto, o principal interesse dos responsáveis pela realização dos campeonatos regionais, como acontece na Copa São Paulo de futebol júnior, que conta com 92 clubes, é agradar o maior número possível de cidades e dirigentes ligados direta ou indiretamente às Federações, para o fortalecimento político.

Não que eu não defenda times menores, com pouca estrutura. Acontece que um campeonato inchado faz com que clubes sem a mínima condição financeira e estrutural participem dele. O Rio Branco de Americana, a exemplo do Oeste de Itápolis no ano passado, levará o seu jogo contra o Santos para o Pacaembu com o intuito de arrecadar mais.

Se não há condição financeira para disputar a primeira divisão, ou se vencer as partidas está em segundo plano, nada melhor para essas equipes do que elas disputarem a segunda, terceira divisão, até para não estourarem seus orçamentos.

Mas a Federação não quer perder força política. Times menores precisam ser ajudados, é claro, mas de uma maneira diferente. A Federação Paulista, por exemplo, possui uma sede e um capital que poucos clubes no estado possuem... Algo precisa ser repensado.

O fato é que o Paulistão deveria ser enxugado, viabilizando datas para pré-temporada e demais jogos amistosos, não somente entre estados, mas entre times do Brasil e das Américas do Sul e do Norte, da Ásia, Europa... A pré-temporada de alguns clubes europeus é realizada na Ásia, no Qatar..., locais onde se arrecadam boas quantias, principalmente com vendas de camisas. Por que os times brasileiros não podem pensar em algo parecido?

De qualquer maneira, fica aqui mais uma vez a sugestão para as tais autoridades...


Portanto, até para provar o equilíbrio futebolístico atual e acirrar mais um pouco a rivalidade São Paulo x Rio, vou sugerir as seleções de cada estado, contabilizando os jogadores já contratados pelas equipes em 2010.

Questionamentos e discordâncias podem e devem existir, não só em relação às escalações dos times, que contarão com 23 jogadores cada, sendo dois goleiros, mas, principalmente, em relação ao favorito para um imaginário confronto.


SP: Titulares: Marcos (Palmeiras), Alessandro (Corinthians), Miranda (São Paulo), André Dias (São Paulo), Roberto Carlos (Corinthians); Rodrigo Souto (Santos), Hernanes (São Paulo), Paulo Henrique Ganso (Santos), Cleiton Xavier (Palmeiras); Diego Souza (Palmeiras) e Ronaldo (Corinthians)

Reservas: Rogério Ceni (São Paulo), George Lucas (Santos), Edu Dracena (Santos), Chicão (Corinthians), Jorge Wagner (São Paulo); Pierre (Palmeiras), Elias (Corinthians), Marcelinho Paraíba (São Paulo), Felipe Gabriel (Portuguesa); Neymar (Santos), Washington (São Paulo) e Iarley (Corinthians).

Rio: Titulares: Bruno (Flamengo), Leonardo Moura (Flamengo), Álvaro (Flamengo), Ronaldo Angelim (Flamengo), Julio César (Fluminense); Maldonado (Flamengo), Willians (Flamengo), Dario Conca (Fluminense), Petkovic (Flamengo); Fred (Fluminense) e Adriano (Flamengo) 

Reservas: Jefferson (Botafogo), Elder Granja (Vasco), Leandro Eusébio (Fluminense), Gum (Fluminense), Juan (Flamengo); Leandro Guerreiro (Botafogo), Léo Gago (Vasco), Kléberson (Flamengo), Carlos Alberto (Vasco); “El Loco” Abreu (Botafogo), Rafael Coelho (Vasco) e Maicon (Fluminense)



- Postado por: Guilherme Rodrigues às 16h27
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A supervalorização dos "Professores"

Um salário cinco vezes maior do que o atual. Comenta-se que é a exigência de Andrade para renovar o seu contrato com o Flamengo.

Fato é que o pedido está sendo motivo de discussão após o termino do campeonato brasileiro de futebol.

Ex-auxiliar técnico, Andrade era somente lembrado pela equipe do Rio quando o time estava sem treinador e, portanto, em má fase. Em 2009, porém, Andrade não serviu apenas de tampão. Recebeu uma chance, agarrou, e foi efetivado no comando do rubro-negro. Para o título, contou, e muito, com as atuações de Petkovic e Adriano, além dos reforços de Maldonado e Álvaro. Mas teve os seus méritos. Soube unir o time, montar um esquema simples, eficiente e pronto, foi campeão. Nada demais.

Andrade também quebrou aquela imagem de que técnico bom é aquele que usa terno, não tem humildade e é duro com a imprensa.

Agora, no entanto, apesar de ter o direito de pedir de salário o que bem entende, e o Flamengo, por sinal, pagar o que pode e considere ideal, está querendo se igualar a Muricy, Luxemburgo, Felipão...

O campeonato provou que o equilíbrio era a sua marca. Talvez mais duas ou três rodadas e o líder seria outro novamente. Assim, não adianta Andrade cair na armadilha de que ele é um estrategista e o principal e único responsável pelo título do Flamengo. Corre o risco de perder a simplicidade e ser esquecido como tantos outros que optaram por seguir o caminho da ganância, do dinheiro, após um bom resultado na carreira, ou seja, sair do país... E no final cair no ostracismo.

Será que receber uns 100 mil por mês não está bom? Precisa ser 300, 400...?

O absurdo está em salários de 500 mil reais mensais. E Andrade não precisa chegar perto desses números para se considerar entre os melhores. Necessita apenas consolidar sua carreira com mais títulos. Luxemburgo, Muricy e outros estão neste aspecto, de conquistas e vitórias, à frente. E, por isso, merecidamente ou não, recebem altas quantias.

Fato é que tal supervalorização do técnico não deve, ou não deveria existir.

É só olhar os primeiros colocados. De uma maneira geral, principalmente em campeonato de pontos corridos, prevalecem os melhores elencos, mais qualificados.

Ou seja, história de nó tático, treinador estrategista, precisa ser minimizada. Quem faz a diferença mesmo são os atletas.

A principal influencia de um técnico é na montagem de um time, na escolha dos jogadores. Ainda mais porque são poucos os dirigentes com tal capacidade.

Capacidade de fazer o simples, de ser simples. Algo que Andrade parece poder deixar de lado, talvez sem perceber.



- Postado por: Guilherme Rodrigues às 21h13
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Parcerias com Prazo de Validade

Após romper com o Prefeito, Barueri pode mudar de cidade em 2010

Resultado rápido e dinheiro fácil. Fundado em 1989, como uma ONG que prestava serviços para a Prefeitura, o Grêmio Recreativo Barueri atingiu conquistas expressivas nos últimos oito anos, quando passou a disputar futebol profissional. A equipe, na sexta divisão do campeonato Paulista em 2002 e terceira do Brasileiro em 2006, atingiu a elite no estado em 2007, e no ano de 2009 chegou à primeira divisão do Nacional. Nesse período, o Barueri contou com a ajuda da prefeitura Municipal para alcançar as conquistas que obteve.

Esse sucesso levou o Tribunal de Contas de São Paulo a fiscalizar a cidade com mais atenção. Em agosto deste ano o prefeito de Barueri, Rubens Forlan (PMDB), foi condenado a devolver aos cofres públicos cerca de 15 milhões de reais, dinheiro empregado no time de futebol do Barueri em 2006. A alegação era a de que a prefeitura estava desviando recursos públicos para o custeio de despesas com o futebol profissional.

Segundo José Calil, Secretário de Esportes da cidade de Barueri, a única ajuda que o Prefeito dava era viabilizada com empresários, que, eventualmente, compravam alguns ingressos dos jogos ou colaboravam com patrocínios. Ainda de acordo com Calil, a partir do momento em que o clube foi transformado numa empresa privada, em 2008, o Prefeito se decepcionou e retirou toda e qualquer colaboração que poderia obter.

A privatização do Barueri, tornando-se um clube-empresa, fez com que a relação com a Prefeitura Municipal, até então principal aliada do clube, estremecesse, resultando em problemas financeiros durante o Campeonato Brasileiro. Os salários atrasaram por dois meses devido ao rompimento com empresários do Município e cogita-se até a possibilidade do time mudar de cidade em 2010."Já que eles transformaram o clube numa empresa privada sem avisar ninguém, eles que se virem para pagar seus jogadores. Nem aos jogos na Arena o Prefeito comparece mais", declarou José Calil, referindo-se as dificuldades encontradas pelo time atualmente.

Hoje, a Prefeitura Municipal de Barueri ajuda o time de futebol da cidade apenas na estrutura e nos respectivos custeios que, segundo José Calil, é o permitido pela legislação. A Prefeitura construiu e equipou o Centro de Treinamento de Vila Porto e cedeu ao clube. A outra colaboração proporcionada pela Prefeitura foi ceder a Arena de Barueri, estádio utilizado pela equipe, mediante o pagamento de um aluguel estipulado por Decreto Municipal. O Barueri paga cerca de R$ 5 a R$ 7 mil por jogo para utilizar o moderno estádio em suas partidas.

"A partir do momento que o clube foi transformado numa empresa privada, cujos donos são o ex-presidente, o filho dele e outros quatro amigos deles, o Prefeito se decepcionou com o time".  (José Calil). 

 

O São Caetano é outro exemplo de time de futebol que alcançou resultados surpreendentes em pouco tempo. Nos anos de 2000 e 2001 realizou as finais do Campeonato Brasileiro e em 2004 consagrou-se campeão Paulista de futebol. A morte do então prefeito da cidade e presidente de honra do clube, Luiz Tortorello (PTB), em 2004, principal incentivador da equipe, porém, fez do São Caetano um clube modesto novamente. O único estímulo financeiro que o São Caetano recebe da prefeitura hoje é com o empréstimo e com os custeios do estádio Anacleto Campanella.

O investimento de Prefeituras em times de futebol, quando realizado de uma maneira transparente, costuma ter como principal objetivo a divulgação do nome do Município e o incentivo ao esporte. No caso de Barueri, a cidade, ao construir uma Arena moderna, procura atrair grandes eventos esportivos, sonhando até em ser sub-sede na copa do Mundo de 2014.

Nos dois casos, porém, quantias desviadas para o futebol profissional de uma maneira pouco esclarecedora e rompimentos com prefeitos são marcas da parceria entre prefeituras municipais e times de futebol. O São Caetano está na série B do campeonato brasileiro e não alimenta mais esperanças de subir para a elite em 2010. Resta saber se o Grêmio Barueri seguirá, ou não, pelo mesmo caminho.

* Texto para o Rudge Ramos Jornal

 



- Postado por: Guilherme Rodrigues às 20h37
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Parceria por Chácara pode sair em breve

Pertencente ao Santos, Chácara Nicolau Moran deve ser Centro de Treinamento do São Bernardo Futebol Clube

Concentração do Santos Futebol Clube na época de Pelé, a Chácara Nicolau Moran está sem utilização há cerca de 40 anos. Dono do terreno, o Santos, ao longo desse tempo, já estudou algumas maneiras para a reutilização do local. Porém nenhuma delas se concretizou.

No último mês de agosto, no entanto, uma reunião, entre dois conselheiros, o diretor de Patrimônio, o presidente do clube, Marcelo Teixeira, e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), reabriu a chance de reutilização do terreno. A principio, a chácara seria utilizada para projetos sociais. Discutiu-se também a possibilidade da construção de um Museu do Santos no local.

A prefeitura, porém, repassou o projeto para o São Bernardo Futebol Clube. Segundo Luiz Fernando Teixeira, presidente do clube do ABC, o Santos passará a Chácara Nicolau Moran para o clube, a título de comodato, pelo período de cinco anos. No acordo, está previsto que o São Bernardo apresente um projeto para a reforma dos alojamentos, da capela e da recuperação do campo, além de se responsabilizar pela manutenção da chácara.

A reportagem entrou em contato o Santos Futebol Clube por duas vezes. Mas Douglas Choby, diretor de Patrimônio do clube, disse que vai se manifestar só após a assinatura do contrato pelo presidente Marcelo Teixeira, o que deverá ocorrer no mês de novembro.

A medida de cautela adotada pelo Santos tem um motivo. Nas outras vezes em que foi noticiada a negociação, ela não se concretizou.

Já a Prefeitura de São Bernardo apoiará o projeto, mas sem investir financeiramente. Luiz Marinho, torcedor do Santos, se interessou pela história do local e estuda a possibilidade de a chácara ser um ponto turístico da cidade. A intenção, porém, é buscar dinheiro na iniciativa privada para financiar a reforma. Não haverá utilização de dinheiro público para os custeios com reformas e manutenção.

Outro Acordo

O último projeto foi com a Estância Alto da Serra. Denominado de Caiçara-Caipira, previa formar micro empreendedores em atividades como cerâmica, oficina mecânica, esportes, música e teatro. O plano destinava-se a meninos carentes com idade entre 14 e 18 anos, que permaneceriam alojados em regime de semi-internato, recebendo também formação cultural, social e esportiva, além de apoio logístico para continuar cursando a escola convencional. O acordo, porém, não foi finalizado.

De acordo com Eloi Carlone, proprietário da Estancia Alto da Serra, o motivo foi à falta de recursos para a viabilização do acerto. Não foi possível conseguir investidores e arrecadar fundos da Lei Rouanet.

Ainda segundo Carlone, existe uma nova conversa em andamento com a prefeitura e com o Santos para a realização de um projeto social no local.

Um dos motivos que costumam dificultar a realização de projetos na Chácara é a localização do terreno. Por estar situado na Rodovia Anchieta, perto do trecho de Serra, torna difícil o acesso. Além disso, o tempo frio e chuvoso é outro fator que pesa contra. Por ser um trecho de serra, é frequente ter neblina no local.

* Texto para o Rudge Ramos Jornal



- Postado por: Guilherme Rodrigues às 20h36
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Neste momento, Campeonato Brasileiro está dividido em quatro blocos

 

Regularidade. Eis a palavra chave para a realização de uma boa campanha em um campeonato de pontos corridos, ainda mais quando o nivelamento entre os adversários é evidente. Com uma ou outra exceção, é claro.

 

Restando apenas uma rodada para o final do primeiro turno, desconsiderando uma meia dúzia de partidas atrasadas, é notória a ambição de cada equipe na competição. Nos casos de Avaí e Barueri, as principais surpresas, certamente a permanência na primeira divisão é ainda a principal meta, porém os resultados acontecem e a situação vai se modificando... Uma vaga na Copa Sul-americana já deve ser o discurso entre atletas e comissão técnica... Mas, a continuar nessa caminhada, por que não ao menos uma classificação à Libertadores?

 

A menor pressão que elencos de times de menor expressão recebe é um aliado e tanto nessa procura por algo maior no cenário nacional. Duvidar de tais campanhas seria, no mínimo, arriscado.

 

Bloco 1 (Aqueles que lutarão pelo título): Internacional, Goiás, São Paulo, Atlético-MG e Palmeiras, não necessariamente nessa ordem de possibilidades.

 

Bloco 2 ( Equipes que podem sonhar com a Libertadores): Grêmio, Flamengo e Santos. Ainda neste bloco, porém com menores possibilidades: Barueri e Avaí.

 

Bloco 3 (Intermediário): Vitória, Cruzeiro e Botafogo.

 

O Cruzeiro está reformulando a sua equipe. Continuará forte, sim, mas está muito atrás na tabela. Para chegar ao G4, a tarefa é dificílima.

 

Bloco 4: ( Luta contra o rebaixamento): Sport, Fluminense, Coritiba, Náutico, Santo André e Atlético-PR.

 

E ainda tem a tal da janela de transferências, que pode, no final de agosto, criar novas alterações na tabela. O Palmeiras promete não vender seus jogadores até o final do ano. Metodologia diferente da de Cruzeiro e Corinthians, que estão desfazendo seus times.

 

No Cruzeiro, Perrella sempre deixou claro que precisa vender um ou dois atletas por ano para fechar a conta da temporada no positivo. Até agora, no entanto, o clube já vendeu três (Ramires, Gerson Magrão e Wagner) e, talvez, não pare por aí...

 

O Corinthians, por sinal, não se encaixou em nenhum dos quatro blocos, pois, segundo os seus torcedores, já passou de ano, está na Libertadores. A sua única tarefa até o final de 2009 é apenas a montagem de um novo esquadrão... Será que terá tempo e dinheiro necessários para chegar lá?

 

Fato é que o Corinthians não teve voz ativa nas negociações. A maioria dos direitos federativos de seus jogadores está dividida em várias fatias, entre empresários, grupos de investimentos... Clube de futebol não é banco, a conquista de títulos deve ser a principal ambição dos clubes. A realidade, porém, faz que com empresários dominem o futebol e mandem nos dirigentes, que se tornam apenas reféns de tais sujeitos.

 

 

Retornando...

 

É bom lembrar que, em 2008, por exemplo, foram necessários 65 pontos para chegar ao G4, o que equivale a um aproveitamento de cerca de 57% dos pontos disputados. Como algumas equipes ainda têm partidas atrasadas, destaco o aproveitamento do Goiás, atual vice-líder, com 18 partidas realizadas, que é de 59 %. Só para ter uma idéia, se o Cruzeiro, daqui até o término do campeonato, vencer todos os seus jogos em casa e empatar todos fora, terminará com um aproveitamento de 54 %, o que dificilmente assegurará uma classificação para a Libertadores. Por outro lado, ao mesmo Goiás, um aproveitamento de 50 % - vencendo todos os seus jogos em casa - e mais dois ou três empates fora, e ele tem grandes possibilidades de se manter no G4.

 

Ainda há muitas partidas pela frente, é certo, mas as definições estão ficando, sim, cada vez mais claras.

 

Para finalizar, será mesmo que o campeão São Paulo voltou?



- Postado por: Guilherme Rodrigues às 00h28
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Os meandros do futebol

 

Atlético-MG, Vitória e Barueri. Possivelmente aí estejam às quatro principais surpresas positivas do Brasileirão 2009. Os dois primeiros figuram entre os quatro melhores após doze rodadas disputadas. Já o Barueri, quinto colocado, segundo a classificação aponta, é a segunda força do futebol paulista neste momento, atrás apenas do Palmeiras.

 

Equipes bem armadas, aplicadas taticamente e que sabem aproveitar o erro do adversário, principalmente quando atuam fora de seus domínios. Atlético e Barueri, como exemplo, ao duelarem contra a defesa mais vazada do campeonato, a do Santos, aproveitaram as inúmeras quantidades de erros individuais e coletivos de marcação para marcarem os seus gols. Pegando o vídeo-tape das partidas, é fácil notar contra ataques rápidos, com jogadas em cima dos laterais... No mesmo Santos, o Vitória, no Barradão, venceu por seis, após inúmeras lambanças de Domingos, Douglas...

 

Times bem postados, determinados, cientes daquilo do que necessitam fazer dentro de campo. E só. Mas já é o suficiente para figurarem nas primeiras colocações.

As três equipes citadas têm outro ponto em comum: todas elas foram montadas com muitos atletas contestados em outros times, alguns até denominados de refugos, como Apodi, Leandro Domingues e Roger, no Vitória, Jonílson, Tardelli e Júnior, no Atlético, e Val Baiano, no Barueri, o artilheiro no país do futebol...

 

Já que possuímos um campeonato com poucos craques, pois quem se sobressai é vendido para o exterior, destacam-se aqueles que erram menos e que estão com mais vontade, motivação.

 

Outro exemplo: Qual seria o segredo do Santo André, um time rodado, sim, mas com jogadores, mesmo aos 40 anos, leia-se Fernando, querendo mostrar futebol, com gana de vencer... São Paulo, Santos e Fluminense, neste quesito, além de mal treinados, estão rachados, sem foco algum.

 

Eu ainda prefiro apostar em um Fred com a cabeça no futebol europeu do que em um Val Baiano 100 % fisicamente, tecnicamente, emocionalmente... Mas o futebol, assim como estamos podendo acompanhar cada vez mais, enaltece os mais simples e objetivos. E nos ensina mais uma vez.

 

É até possível que estas equipes caiam na tabela, porém, com elencos muito mais modestos, vão correndo por fora e deixando clubes mais badalados com as suas gigantescas receitas destinadas à atletas nada profissionais, que pouco produzem.

 

Sim, o mais badalado vende mais camisa, atrai mais imprensa, mas, no todo, talvez o custo benefício dele seja menor.

 

Enfim, será que existe alguma outra explicação lógica para o Val Baiano ser o artilheiro do Brasileirão, em um campeonato que conta com Adriano, Fred, Nilmar...?

 

Ronaldo não conta. É questão de tempo para ele assumir este posto. Com relação aos demais, tenho minhas dúvidas.

 

Fica a pergunta.



- Postado por: Guilherme Rodrigues às 14h48
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Em Lados Opostos

                  

No futebol a lógica não existe. De tempos em tempos os resultados mais inesperados acontecem, deixando o pessoal envolvido no esporte para lá de surpreso. Os Estados Unidos são um exemplo... Classificaram-se na última rodada para a Semifinal da Copa das Confederações, deixando o Egito de lado após sonoros 3x0. Egito, por sinal, que já havia derrotado a Itália e complicado de vez a situação da Azurra no torneio.

 

E as surpresas não pararam por aí... Os desacreditados Estados Unidos ainda derrotariam a Espanha, invicta há 35 partidas, 2x0 e classificação assegurada para encarar o Brasil na finalíssima. A conquista brasileira parecia ser inevitável, e de fato foi, mas o duelo, vencido pela Seleção comandada por Dunga por 3x2, de virada, não foi nada fácil.

 

Ainda assim, as evoluções apresentadas por Dunga, e uma nova conquista do ex-capitão como técnico, ele que já havia conquistado a Copa América em cima da Argentina, são, de certa forma, inesperadas e incontestáveis. È balela repetir aqui que a Copa do Mundo é daqui a apenas um ano, que a base da equipe já está montada e que apenas mudanças pontuais precisam ocorrer, como na lateral esquerda. Balela também dizer que futebol é momento e que a lição deixada pós Copa das Confederações de 2005, na Alemanha, não deve ser esquecida.

 

Dunga, porém, foi o escolhido exatamente para devolver à disciplina a seleção, acabar com cadeiras cativas, escalar os melhores, e não os nomes. Até certo ponto ele conseguiu. E o futebol, ao que tudo indica, já que o que contará mesmo para a avaliação final do professor Dunga será a Copa do Mundo, mais uma vez surpreende-nos. Neste caso, entretanto, o esporte mais adorado do planeta também mostra o seu lado um tanto quanto que cruel.

 

Na mesma toada em que Dunga vai calando os críticos com os seus resultados, Luiz Felipe Scolari, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho são deixados de lado por seus clubes e caem, de certa maneira, em esquecimento. Depois de fracassar no Chelsea, Scolari optou apenas pelo dinheiro ao decidir ir para o futebol do Uzbequistão. Muricy conquistou três nacionais com o São Paulo, mas os fracassos seguidos na Libertadores da América acabaram com o seu sossego... Já Vanderlei Luxemburgo é um capítulo a parte. Como disse o próprio Felipão recentemente em uma entrevista a Renato Maurício Prado, o ex-técnico do Real talvez seja, tática e tecnicamente falando, o mais capacitado do país, mas as preocupações extra-campo, agravadas nos últimos anos, parecem perturbá-lo... Luxemburgo conquistou praticamente tudo com equipes do Brasil, exceto Libertadores. Logo, para remotivá-lo, apenas um projeto ambicioso de um clube brasileiro, daqueles que terminem com um título mundial... Ou, é claro, um convite de uma grande Seleção, ou mesmo de um clube europeu. Propostas financeiras como a que seduziu Felipão, lá da Conchichina, dificilmente o atrairiam...

 

Enquanto isso Dunga, que não tem a metade dos títulos e nem mesmo da confiança que possuem tais treinadores, passa a ser o nome da vez. Talvez ele de fato mal tenha subido no ônibus e já foi logo sentando na janelinha... Janelinha, no entanto, que pode lhe causar ainda sérios problemas em caso de fracasso na próxima Copa. Até lá, Felipão, talvez campeão asiático pelo Bunyodkor, ou mesmo Muricy e Vanderlei, por que não campeões da Libertadores, possam retornar ao topo, local aonde deveriam, ou ao menos poderiam estar, após várias vitórias no complexo mundo do futebol.

 

Mas como disse o próprio Dunga, futebol é momento... Momento que é, por mais incrível que possa parecer, de Dunga, Celso Roth, Carpegiani, Joel Santana... 



- Postado por: Guilherme Rodrigues às 16h27
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